O magnésio na medicina esportiva - Dr. Sircus | Brazil

O magnésio na medicina esportiva

O magnésio na medicina esportiva

A deficiência de magnésio em seres humanos foi descrita na literatura médica pela primeira vez em 1934, mas por algum motivo ninguém no governo ou na medicina captou a mensagem. O magnésio é claramente essencial, embora ainda incompreendido e pouco utilizado pela grande maioria dos profissionais da medicina esportiva, instrutores e treinadores cuja clara dedicação está focada nos atletas em si e em seu desempenho. A ATP (adenosina trifosfato), a principal fonte de energia das células, precisa se ligar a um íon de magnésio para ser biologicamente ativa. O que é chamado de ATP é, muitas vezes, Mg-ATP, na verdade. Isso é de importância vital para o atleta, que necessita de uma produção de 110% de suas mitocôndrias durante um exercício. Pouco se sabe sobre, mas os íons de bicarbonato agem como pós-combustíveis, introduzindo o magnésio nas mitocôndrias, logo quando combinamos a terapia com magnésio e o bicarbonato, recebemos benefícios para o desempenho celular.

O uso do magnésio no desempenho atlético pode fazer a diferença entre vencer ou perder de forma regular, além disso a nutrição com magnésio é uma área a qual nenhum atleta sério ou praticante da medicina esportiva pode se permitir ignorar. Apesar do papel fundamental do magnésio na produção de energia e desempenho esportivo, muitos treinadores e atletas permanecem criticamente inconscientes da importância que ele tem na manutenção da saúde e do desempenho. Pesquisas sugerem que até um pequeno déficit na ingestão de magnésio pode prejudicar seriamente o desempenho atlético.

 

Resumo Técnico

 

O magnésio está envolvido em numerosos processos que afetam o funcionamento muscular como a absorção de oxigênio, produção de energia e equilíbrio de eletrólitos. Além disso, a relação entre os níveis de magnésio e os exercícios recebeu atenção significativa nessa pesquisa[1], que mostrou que os exercícios induzem a redistribuição de magnésio no corpo para acomodar as necessidades metabólicas. Existem evidências de que a deficiência de magnésio prejudica o desempenho nos exercícios e amplifica as consequências negativas dos exercícios vigorosos (por exemplo, o estresse oxidativo). Os exercícios vigorosos aumentam as perdas urinária e pelo suor, que podem aumentar a demanda de magnésio em 10-20%. De acordo com avaliações alimentares e recentes experimentos humanos, uma ingestão de magnésio menor que 260 mg para homens e 220 mg para mulheres atletas por dia pode resultar em uma deficiência de magnésio.

Análises recentes também indicam que um número significante de indivíduos possui uma ingestão rotineira de magnésio que também pode provocar uma deficiência. Os atletas que participam de esportes voltados para a perda de peso, como a luta e a ginástica, aparentam ser especialmente vulneráveis a níveis inadequados de magnésio. A suplementação ou o aumento do magnésio alimentar terá efeitos benéficos no desempenho atlético de indivíduos deficientes. A suplementação de magnésio à indivíduos fisicamente ativos com níveis de magnésio adequados não demonstrou melhoras no desempenho físico.

Uma RNI ou RDA ligada a atividades baseadas em dados de equilíbrio à longo prazo de experimentos humanos bem controlados deveria ser determinado para que os indivíduos fisicamente ativos possam verificar se possuem um consumo de magnésio que pode afetar seu desempenho ou aumentar seu risco de sofrer consequências adversas para a saúde como imunossupressão, dano oxidativo e arritmias.

As deficiências de magnésio reduzem a eficiência metabólica, aumentam o consumo de oxigênio e a frequência cardíaca requerida para executar um exercício, fatores esses que poderiam atenuar o desempeno atlético (isso sem mencionar a realização de outras funções da vida normal). A última coisa que qualquer treinador ou médico esportivo deseja ver são seus atletas perdendo sua competitividade. Não usar toda a sua capacidade no desempenho por causa da falta de um mineral como o magnésio simplesmente não é uma opção para os vencedores. O desempenho atlético de resistência e força melhoram significativamente quando uma grande quantidade de magnésio é suplementada transdérmicamente ou oralmente.

A falta de magnésio pode causar um desacoplamento parcial da corrente respiratória, aumentando a quantidade de oxigênio necessária para manter a produção de ATP.

Os atletas, de quem se espera um maior cuidado com a dieta, não são imunes à deficiência de magnésio. Estudos realizados de 1986 a 1987 revelaram que ginastas, jogadores de futebol e basquete consumiam apenas 70% do RDA2, enquanto a ingestão das ginastas femininas foi ainda menor, alcançando apenas 59% do RDA3.

Evidências mostram que a falta de magnésio aumenta o gasto de energia e, consequentemente, o uso de oxigênio nos exercícios durante atividades como corrida ou ciclismo4. Um estudo feito com atletas masculinos suplementados com uma ingestão de magnésio de 390 mg por dia durante 25 dias resultou em um aumento no pico de absorção de oxigênio e no resultado total nos exercícios durante os testes de capacidade5.

É comum pensar que uma ingestão de magnésio acima do RDA provavelmente não melhorará o desempenho, porém não existe nenhuma evidência que apoie essa afirmação. Primeiramente, os RDAs são quase universalmente subestimados, mesmo para a população geral, representando as quantidades mínimas que deveriam ser tomadas para a manutenção da saúde. Para os atletas, os RDAs são guias para o fracasso já que eles não levam em conta as demandas e necessidades extras do corpo de um atleta. No que se refere ao magnésio, um atleta que deseja maximizar seu desempenho atlético deveria visar multiplicar o RDA muitas vezes. Ter reservas adequadas desse mineral vital e natural irá garantir uma disponibilidade total do sistema sem os efeitos colaterais do uso de agentes sintéticos como esteroides, que provocam desequilíbrios fisiológicos.

A contração máxima dos quadríceps está positivamente correlacionada aos níveis séricos de magnésio6.

Estudos mostraram que a suplementação dietética diária de 30 mg de zinco e 450 mg de magnésio pode elevar os níveis de testosterona em até 30%. A dra. Lorrie Brilla, da Western Washington University relatou recentemente que o magnésio e o zinco, quando suplementados oralmente, aumentou significativamente os níveis de testosterona livre e a força muscular em jogadores de futebol da NCAA7. Em outro estudo, atletas jovens tomaram uma suplementação de magnésio de 8 mg por kg de peso corporal diariamente, vivenciando uma melhora significativa em seu desempenho de resistência e um menor consumo de oxigênio durante exercícios padronizados e submáximos8. A dra. Brilla relatou que durante um programa de treinamento de primavera de oito semanas, os atletas tiveram um ganho de força muscular 2,5 vezes maior em comparação a um grupo placebo9. Qualquer atleta em busca de melhoras em sua performance atlética, ganho de força e massa muscular deveria pensar em aumentar consideravelmente sua ingestão de magnésio e zinco.

A resistência muscular e a capacidade total de funcionamento declinam na presença de deficiências nutricionais de magnésio e zinco.

O magnésio é essencial para a dieta de pessoas sob muito estresse ou que desejam viver uma vida mais agitada, diz o dr. James Thor, diretor nacional da Extreme Sports Medicine. São muitas as razões, pode ser porque você está malhando em uma academia, ou porque está sob estresse contínuo. As quantidades excessivas de ácido láctico nos músculos têm sido vinculadas à níveis mais altos de estresse, ele complementa. Grandes quantidades de magnésio são perdidas quando uma pessoa está sobre sob estresse.

A combinação de calor e cloreto de magnésio aumenta a circulação e eliminação de resíduos, e esse princípio pode ser aplicado durante as pausas em competições ou após um jogo, na forma de banhos relaxantes similares aos banhos com sais de Epson, mas muito mais fortes. Um banho com cloreto de magnésio ajuda na recuperação de inflamações dos músculos e juntas. O dr. Mark Steckel recomenda um banho quente com sais de Epson após uma longa corrida, quando os músculos estiverem doloridos. Ele também recomenda a imersão uma vez na semana como um trato para suas pernas, só para deixá-las felizes! Alterná-lo com o cloreto de magnésio amplificará esses efeitos.

A terapia com cloreto de magnésio mineral transdérmico melhora a recuperação de atividades esportivas ou lesões.

Vários nutrientes mostraram possuir efeitos farmacológicos, o que, em muitos casos, depende da concentração do nutriente, diz o dr. Alan R. Gaby10. A FDA não fica confortável com essa afirmação, embora tenha sido forçada, após sofrer recentes perdas judiciais, a parar de colocar seus exércitos contra fazendeiros e outras pessoas que afirmam que seus alimentos possuem efeitos medicinais.

No mundo da medicina esportiva, a terapia nutricional pode significar a diferença entre ganhar ou perder e entre a saúde e lesões. Além da atitude e do treinamento, nada afeta mais a performance atlética que o perfil nutricional, uma vez que os nutrientes compõem a base da função celular. O dr. Gaby apresenta o seguinte caso:

Caso º 11: um lutador do ensino médio de 18 anos, pesando 106 kg, desenvolveu uma doença semelhante a uma gripe quatro dias antes do grande torneio. Dois dias antes do torneio, que duraria três dias, quando parecia que ele iria perder o evento, lhe foi administrada uma injeção IV de 16 mL de vitamina C, 5 mL de magnésio, 2,5 mL de cálcio e 1 mL de cada uma das seguintes vitaminas: B12, B6, B5 e complexo B. Na manhã seguinte ele notou que tinha mais energia do que jamais tinha tido em sua vida. Esse impulso de energia persistiu durante todo o torneio, do qual ele levou o segundo lugar, representando um desempenho melhor do que o alcançado em outros momentos de sua carreira. Na era atual, em que muitos atletas estão usando drogas para favorecer o desempenho esportivo, não é a intenção do autor encorajar essas pessoas a procurar um “incentivo” nos nutrientes IV. Contudo, o caso citado demonstra que os fatores nutricionais podem interpretar um papel importante no desempenho atlético.

A composição da formula IV descrita acima foi baseada no que conhecemos como coquetel Myers, cujo conteúdo não foi exatamente registrado. A questão não é necessariamente os nutrientes específicos ou o método de aplicação, mas é perfeitamente claro que a medicina nutricional é imensamente melhor em termos de benefícios para os atletas que qualquer preparação farmacêutica jamais será.

A administração intravenosa de nutrientes pode alcançar uma concentração sérica que não poderia ser obtida com a oral ou mesmo a intramuscular (IM), afirma o dr. Gaby, porém se implementarmos a aplicação transdérmica e a suplementação oral em conjunto, estaremos no mesmo patamar da administração IV, com exceção de emergências. Os efeitos farmacológicos dos nutrientes dependem muito de sua concentração, e é verdade que nós podemos aumentar fortemente as concentrações por via IV, mas podemos fazer o mesmo combinando o método oral de administração e intensas aplicações transdérmicas que inundam o corpo com nutrientes através dos poros da pele para um intenso efeito sistêmico.

Nós estamos introduzindo uma maneira totalmente nova para abordar desempenhos de ótimo nível através da aplicação de nutrientes específicos em altas concentrações. Em nossa nova forma de medicina esportiva, nós também estamos trabalhando para evitar lesões decorrentes dos esportes bem como para tratá-las caso ocorram, usando algo pelo que o mundo do esporte está esperando há muito tempo.

Existem algumas perguntas fundamentais que devem ser feitas sobre qualquer proposta de abordagem para a medicina esportiva: ela realmente faz o que está prometendo? Quais são os benefícios? E os riscos? Quais são as alternativas? Na medicina, a verdade é geralmente complicada, mas complicações são a última coisa que os atletas e seus treinadores querem ou precisam.

O que nós prometemos é facilmente confirmado por atletas individuais e seus médicos e treinadores; aqui você encontrará testemunhos de atletas que se abriram o suficiente para tentar algo novo. Oferecemos um banquete de benefícios, quase sem nenhum risco e para o que não haverá alternativas nem nos próximos mil anos, porque estamos concentrando os próprios fundamentos da vida em uma fórmula que irá promover imensamente o desempenho atlético. Assim como jamais haverá uma alternativa para a respiração correta, nunca existirão alternativas para nutrientes essenciais como o magnésio, o bicarbonato e o iodo.

O que prometemos é um aumento na capacidade de transporte do oxigênio e uma função mitocondrial superpotente. Além disso, os glóbulos vermelhos se tornarão mais saudáveis, as paredes celulares ficarão mais permeáveis, a remoção de resíduos celulares será ampliada, os tecidos ficarão mais flexíveis e o pH geral será mais elevado. A desintoxicação e a quelação efetiva de metais pesados e outros produtos químicos tóxicos dos tecidos é de vital importância para o atleta. Os médicos esportivos deveriam saber que o perigo de morte em competições atléticas aumenta com o acúmulo de contaminações por mercúrio nos tecidos cardíacos. Contudo, eles não ensinam os atletas a se livrar do mercúrio ou, melhor ainda, a evitar a contaminação em primeiro lugar.

Os atletas não deveriam receber as vacinas anuais para a gripe, que contém mercúrio, e com certeza não deveriam permitir que um dentista faça preenchimentos com mercúrio em suas bocas se quiserem evitar a possibilidade de uma morte súbita durante seu desempenho. Todo e qualquer tipo de metal pesado irá fazer mal à respiração celular, bem como à capacidade de transporte de oxigênio.

Existem muitas coisas que você pode fazer para melhorar seu desempenho atlético. Uma das maneiras mais básicas de melhorá-lo é através de uma dieta adequada e suplementos alimentares que podem, quando usados corretamente, adicionar um combustível poderoso a suas mitocôndrias e ajudar a reduzir o acúmulo de ácidos, além de reduzir a fadiga. No que se refere ao dia em que o jogo acontecerá, você irá quer se certificar de que seu corpo tem acesso a todos os nutrientes e energia necessários para um desempenho tão eficiente quanto possível. Isso pode ser feito da maneira mais proficiente com certos nutrientes fundamentais.

O magnésio e o bicarbonato são os minerais mais importantes para a nutrição esportiva. O uso deles no desempenho atlético pode fazer a diferença entre ganhar ou perder, entre a doença e a saúde, por isso nenhum atleta ou profissional da medicina esportiva pode se dar ao luxo de ignorar esses sais minerais. Quando há deficiência de magnésio as coisas começam a morrer, mas quando os níveis de magnésio no nosso corpo são preenchidos, nossa fisiologia tende a trabalhar como um carro de corrida, alcançando um grande desempenho sob vários parâmetros fisiológicos.

O bicarbonato de sódio facilita a remoção de íons de hidrogênio das células musculares, ajudando assim a manter essas células próximas de seu pH ideal para o funcionamento das enzimas e produção de energia. O pH dos músculos é ligeiramente alcalino quando em repouso. Normalmente é nesse estágio que as enzimas que produzem energia a partir do ácido láctico e o sistema aeróbico de energia operam em sua melhor função. À medida que a concentração de íons hidrogênio e acidez aumenta nas células musculares, o funcionamento ideal das enzimas é comprometido e a produção de energia cairá.

A fadiga resulta do aumento da produção de ácidos no interior das células musculares quando o sistema do ácido láctico é usado durante exercícios muito intensos. Durante o descanso e o exercício, as proteínas dentro das células musculares ajudam a suavizar os efeitos dos ácidos metabólicos, mas além desse freio inicial nas células, durante os exercícios o ácido láctico produzido parece ter seu impacto quase inteiramente neutralizado pelo bicarbonato de sódio no sangue. Nosso corpo produz e usa o bom e velho bicarbonato de sódio para proteger seu sangue contra a acidez11.

Apenas alguns poucos treinadores e médicos esportivos compreendem e dominam o uso do magnésio, do bicarbonato e de outros minerais como o potássio e o cálcio. A palavra “poucos” é usada de forma literal aqui, porque estamos apostando em uma área inteiramente nova na medicina esportiva, introduzindo não só a terapia com magnésio transdérmico, mas também a terapia com banhos de bicarbonato, que supera todos os problemas gastrointestinais que alguns atletas têm ao ingerir o bicarbonato oralmente.

 

Os exercícios pesados e o suor

 

Quando suamos, nós perdemos mais do que apenas água. Outros componentes do suor incluem eletrólitos, principalmente sódio e magnésio. A perda de magnésio através do suor ocorre de forma acelerada quando há uma falha na homeostase do suor, uma situação que acontece quando os exercícios são feitos em condições climáticas úmidas e quentes12.

Na realidade, um quarteto de eletrólitos desempenha um papel crítico na função muscular e em outros processos bioquímicos. A perda de sódio é de longe a mais substancial e bem estudada de todas, mas a perda e reposição de potássio, cálcio e magnésio também são de suprema importância porque ao longo do tempo, todos são perdidos através do suor.

O dr. Jonathan Toker13, um corredor de elite do triátlon, escreveu: períodos extensos de exercício, mesmo que em uma intensidade moderada, podem causar perdas significativas de fluidos por meio do suor. Os eletrólitos, incluindo o sódio, o potássio, o magnésio e o cálcio estão presentes no suor em níveis que, ao longo do tempo, podem causar deficiências. As cãibras musculares, prejuízos no desempenho, estresse cardíacos e outros sintomas podem resultar de níveis reduzidos de eletrólitos e da desidratação. O consumo de água agirá como uma forma de diluir ainda mais os eletrólitos restantes e assim, exacerbar os sintomas, podendo levar até ao risco de morte. As soluções comuns usadas pelos atletas para lidar com esse problema nutricional real incluem o consumo de isotônicos e/ou a suplementação com eletrólitos sólidos (capsulas). A tabela a seguir ilustra a função dos eletrólitos fundamentais e fornece uma dose ideal para a ingestão líquida e para a ingestão diária geral de indivíduos ativos.

Eletrólitos essenciais para o exercício

Eletrólito Funções básicas Dose ideal para cada 250 mL de líquido Ingestão para o desempenho diário
Sódio Contração muscular / Transmissão nervosa 150-250 mg 1,500-4,500m
Cloreto Função muscular máxima 45-75 mg
Potássio Contração muscular / Transmissão nervosa / produção de glicogênio 50-80 mg 2,500-4,000mg
Magnésio Relaxamento muscular / produção de ATP (energia) 20-30 mg 400-800 mg
Cálcio Saúde óssea / Transmissão nervosa / Contração muscular 10-15 mg 1,200-1,600 mg

Ref: Kim Mueller www.fuel-factor.com

            O dr. Toker continua: tanto a suplementação de líquidos quanto de eletrólitos é necessária durante treinos e corridas longas, dependendo das condições do atleta. Dois fatores concorrentes, a desidratação e a hiponatremia, necessitam de equilíbrio entre a ingestão correta de fluidos e de eletrólitos. A palavra-chave aqui, o equilíbrio, significa que existem planos para atletas e condições específicos que visam a melhoria do desempenho e a minimização dos riscos. Seja o suplemento um eletrólito líquido, água ou isotônicos, os atletas que ignoram um ou mais desses aspectos se colocam sob o risco de, na melhor das hipóteses, ter um desempenho limitado, e na pior delas, de ameaçar sua saúde.

            Outros minerais excretados no suor incluem o zinco, o cromo e o selênio14, 15; esses minerais são usados no metabolismo dos exercícios intensos e são difíceis de repor16. O selênio é importante porque neutraliza os efeitos tóxicos do mercúrio. Isso é especialmente importante para os atletas que possuem uma boca repleta de amálgamas dentários feitos de mercúrio17.

Tome cuidado com os esportistas que dizem que a quantidade de magnésio perdida no suor é negligenciável, tornando sua suplementação desnecessária18. A dra. Sarah Myhill diz: os exercícios pesados também fazem você perder magnésio na urina, e isso explica por que os corretores de longas distâncias podem cair mortos subitamente com arritmias cardíacas.

A depleção e deficiência de magnésio possuem influência na fisiopatologia do exercício físico19.

 

As lesões esportivas e a terapia com magnésio transdérmico

 

A terapia com cloreto de magnésio transdérmico auxilia na recuperação das atividades atléticas e de lesões decorrentes delas.

As lesões constituem uma parte quase inevitável da vida de um atleta. Ela pode assumir a forma de um rompimento agudo de um ligamento ou ser leve como uma dor muscular pós-exercícios. De qualquer forma, a maioria das lesões relacionadas à esportes pode ser prevenida ou aliviada. Não é incomum encontrar atletas sofrendo com lesões esportivas. Geralmente quando uma estrela do esporte se machuca, a lesão se torna notícia, e o público espera ansiosamente ouvir boas notícias sobre a condição do jogador.

Todo atleta se lesiona de tempos em tempos; faz parte da coragem e disciplina dos atletas suportar um desafio para que seus espíritos permaneçam positivos e otimistas quanto ao seu retorno com um desempenho total. Quando os atletas se lesionam, eles exigem cuidados de alta qualidade que são o que há de mais moderno na medicina esportiva.

Se você é como a maioria dos atletas, você irá querer se curar de uma lesão naturalmente e em tempo recorde, sem precisar recorrer a uma cirurgia. Não existe maneira melhor de fazer isso se não através do emprego da medicina transdérmica, usando cloreto de magnésio e bicarbonato de sódio.

O dr. Jeff Schutt diz que as lesões tendinosas podem ser evitadas através de um suporte nutricional porque a contração e o relaxamento dependem de um nível de magnésio celular adequado. Um encurtamento dos tendões resulta da falta de magnésio disponível, diz ele. O cloreto de magnésio líquido pode ser simplesmente borrifado e esfregado num tendão de Aquiles dolorido para diminuir o inchaço. Mergulhar os pés em um escalda-pés de cloreto de magnésio é a melhor coisa que você pode fazer — além do alongamento — para se proteger ou se recuperar de lesões tendinosas e de outros tipos.

Como explicado anteriormente, o magnésio oral não é facilmente absorvido e em doses altas provoca diarreia, portanto, a suplementação oral oferece pouco aos atletas, enquanto as aplicações transdérmicas proporciona um universo inteiramente novo para eles, bem como para seus treinadores e médicos. Todo um mundo novo irá explodir na medicina esportiva quando os atletas e treinadores descobrirem que o cloreto de magnésio de fontes naturais está disponível para a aplicação tópica.

 

Massagem esportiva

 

A utilização do óleo de magnésio por terapeutas massagistas é o Nirvana para os atletas.

A massagem esportiva é excelente como uma massagem pré-exercício ou na recuperação pós-exercício para aliviar as dores e incômodos causados pelo esforço físico. Uma massagem esportiva restauradora ou reabilitadora durante o treinamento ajuda o atleta a treinar mais ou a cuidar de uma lesão decorrente. Imagine o quão mais dramáticos seriam os resultados se o óleo de magnésio fosse usado ao invés dos óleos de massagem. A massagem tem sido usada por milhares de anos e ressurgiu nas últimas décadas como um método aceito para aprimorar o bem-estar físico, fisiológico e psicológico dos atletas.

As massagens esportivas com magnésio aumentam a flexibilidade e o tônus muscular, reduzindo assim o risco de lesões. Outros benefícios incluem a quebra de tecido cicatricial após uma lesão, uma melhor oxigenação e circulação sanguínea, o fornecimento de um relaxamento geral e a redução do estresse. Atletas em recuperação de lesões descobrirão que a massagem com magnésio irá acelerar o seu retorno à competição.

Mesmo os não-atletas, pessoas que são ativas através do trabalho ou do lazer, tendem a ficar doloridas ou lesionadas. Esses indivíduos necessitam de uma modalidade de massagem que os permita manter seu estilo de vida ativo e se recuperar mais rapidamente. Uma massagem esportiva regular com magnésio irá auxiliar o processo de recuperação natural do corpo e, portanto, acelerar a recuperação bem como ajudar a prevenir futuras lesões decorrentes de músculos doloridos e rígidos.

Um tratamento típico para as lesões esportivas inclui massagens, movimentos rítmicos gentis (harmônicos), alongamentos e técnicas articulatórias e manipulatórias. Enfatiza-se o aumento da amplitude de movimento, a diminuição da tensão muscular e o aprimoramento da circulação nos vasos sanguíneos e sistema linfático. O efeito disso se traduz na diminuição do inchaço e da dor, melhorando assim o processo de autorregeneração do corpo.

            Nota: sempre aplique o óleo de magnésio antes de tocar ou colocar gelo sobre uma lesão. A primeira coisa que queremos é levar magnésio a áreas de dor e inflamação.

O magnésio é simplesmente o mineral mais importante na nutrição esportiva. Níveis adequados de magnésio ajudarão o corpo de um atleta a lidar com a fadiga, a exaustão cardíaca, o controle do açúcar no sangue e o metabolismo. Ele também oferece um fato importante de por que os atletas morrem cedo — os níveis de magnésio geralmente são muito baixos nas análises feitas nos tecidos de atletas que sofreram de ataques cardíacos, embora os níveis de mercúrio sejam frequentemente altos.

 

Referências

[1] In a very tightly controlled 3-month  US study the effects of magnesium depletion on exercise performance in 10 women  were observed—and the results make fascinating reading. In the first month, the  women received a magnesium-deficient diet (112mgs per day), which was  supplemented with 200mgs per day of magnesium to bring the total magnesium  content up to the RDA of 310mgs per day. In the second month, the supplement  was withdrawn to make the diet magnesium-deficient, but in the third month it  was reintroduced to replenish magnesium levels. At the end of each month, the  women were asked to cycle at increasing intensities until they reached 80% of  their maximum heart rate, at which time a large number of measurements were  taken, including blood tests, ECG and respiratory gas analysis. The researchers  found that, for a given workload, peak oxygen uptake, total and cumulative net  oxygen utilization and heart rate all increased significantly during the period  of magnesium restriction, with the amount of the increase directly related to  the extent of magnesium depletion. In plain English, a magnesium deficiency  reduced metabolic efficiency, increasing the oxygen consumption and heart rate  required to perform work—exactly what an athlete doesn’t want!

[2] J  Am Diet Assoc;86: 251–3 (1986) and Nutr Res;7:27–34 (1987).

[3] Med  Sci Sports Exerc; 18(suppl):S55–6 (1986).

[4] J  Appl Physiol 65:1500-1505 (1988).

[5] Endocrinol  Metab Clin N Am 22:377-395 (1993).

[6] 9 G. Stendig-Lindberg, et al.,  “Predictors of maximum voluntary contraction force of quadriceps femoris muscle  in man. Ridge regression analysis,” Magnesium 2 (1983): 93-104.

[7] Brilla, Lorrie. ACSM journal, Medicine and Science in Sports and Exercise,  Vol. 31, No. 5, May 1999.

[8] Med  Exerc Nutr Health 4:230-233 (1995).

[9] 8 Pre and post leg strength  measurements were made using a Biodex isokinetic dynamometer.” The strength of  the ZMA group increased by 11.6% compared to only a 4.6% increase in the  placebo group.

[10] Intravenous Nutrient Therapy; Dr. Alan Gaby;  http://www.orthomolecularnutrition.net/information.html

[11] Danforth WH. Control of Energy Metabolism, New York: Academic Press,  1965:287-298

[12] According to Dr. Jeffrey Sankoff,  “Because our bodies can only function within a narrow range of temperature,  mechanisms exist for cooling. The most important of these mechanisms is the  production of sweat. When sweat is formed on the skin, the heat from the body  evaporates the water and energy is dissipated. However, if it is  very hot sweating becomes less efficient as the air—rather than heat generated  by the body—evaporates the sweat. And in humid conditions water evaporation  slows, so sweating becomes less effective.” See:www.insidetri.com/train/tips/articles/2218.0.html.

[13] The Math Of Salt  Loss; Jonathan Toker; Oct.26, 2009;http://www.slowtwitch.com/Training/General_Physiology/The_Math_of_salt_loss_1093.htm

[14] C. Consolazio, et al., “Excretion of  sodium, potassium, magnesium, and iron in human sweat and the relation of each to  balance and requirements,” J. Nutr 79  (1963): 407-415.

[15] 12 R. McDonald and C. Keen, “Iron,  zinc, and magnesium nutrition and athletic  performance,” Sports Med. 5 (1988):  171-184.

[16] 13 P. Deuster, et al., “Magnesium  homeostasis during high-intensity anaerobic exercise in men,” J. Appl. Physiol. 62 (1987): 545-550.

[17] The average size amalgam filling  contains approximately 750,000 micrograms of mercury (Hg) which releases part of that everyday for  as long as the filling is in a person’s mouth. A microgram (mcg) is 1/1,000 of  a milligram in weight or one-millionth of a gram. A milligram (mg) is 1/1,000  of a gram by weight. People with amalgam are exposed to from tens to several  hundreds of micrograms of mercury per day depending on how many fillings are in  their mouth, how old the fillings are, how much a person brushes their teeth,  chews and eats, the bacteria count in the mouth, and even the temperature of  the body. Dr. Murry Vimy, professor of dentistry says, “It is estimated that  the average individual, with eight biting surface mercury fillings, is exposed  to a daily dose uptake of about 10 micrograms mercury from their fillings.  According to Dr. Magnus Nylander, “Data suggest that approximately 19 to 20% of  the general population may experience sub-clinical CNS and/or kidney function impairment as a result of the  presence of amalgam fillings.” Dr. Robert Gammal states, “Mercury from amalgam fillings has been shown to be  neurotoxic, embryotoxic, mutagenic, teratogenic, immunotoxic and clastogenic.  It is capable of causing immune dysfunction and auto-immune diseases.” It is  important to remember that mercury toxicity is a retention toxicity that builds  up during years of exposure. The toxicity of a singular level of mercury is  greatly increased by current or subsequent, low exposures to lead or other toxic heavy metals.

[18] Y. Rayssiguier1, C. Y. Guezennec, and  J. Durlach. INRA, Laboratoire des Maladies  Métaboliques, France: Urinary Mg losses during an endurance event could play a  role in this depletion but are often reduced, reflecting renal compensation.  Loss of Mg by sweating takes place only when there is a failure in sweat  homeostasis, a situation which arises when exercise is made in conditions of  damp atmosphere and high temperature. Stress caused by physical exercise is  capable of inducing Mg deficit by various mechanisms. A possible explanation  for decreased plasma Mg concentration during long endurance events is the  effect of lipolysis. Since fatty acids are mobilized for muscle energy,  lipolysis would cause a decrease in plasma Mg.

[19] 17 Y. Rayssiguier1, C. Y. Guezennec,  and J. Durlach. INRA, Laboratoire des Maladies  Métaboliques, France